Com o compromisso de acentuar o conceito de Humanidade da filosofia
africana Ubuntu, preservar a memória e a ancestralidade soteropolitana de
matriz africana, o Projeto Mundo Novo/Grupo Trapos e Cia. reúne no dia 04 de Novembro artistas educadores
soteropolitanos no Encontro cênico
musical Griôs Ubuntu, no SESC/SENAC Pelourinho, no mês da Consciência Negra.
O evento etnocultural de artes integradas mostra a diversidade artística cultural
de matriz africana de Salvador - Bahia.
Transmitindo narrativas da tradição oral das etnias Bantu, Yorubá – Nagô, como
a metáfora e a expressividade cênica musical dos povos de Angola, Benin,
Nigéria, Congo, Gana, Guiné Bissau que chegaram à Bahia com a diáspora negra.
Programação
16 h - Peça infantil
“Griôs Ubuntu:
contando histórias de Humanidade, cada uma a sua maneira”.
Montagem do Grupo Trapos e Cia., com direção
de Solange Simões, classificação livre para todas as idades, duração 01 h. A encenação mostra
a memória da cultura e da tradição oral, a literatura,
a dança, a música e contos populares de
diferentes povos africanos, num jogo mágico – lúdico - interativo no qual Griôs Ubuntu (atores contadores de histórias
- Antonio Soares e Lucy Castro, Griô músico - Dainho Xequere e griôs dançarinos
- Carlos Mercês e Márcia Andrade) interagem com as crianças para contar o “Mito da Criação do Mundo”, narrativa sagrada da mitologia Yorubá – Nagô sobre a criação do Universo, da Terra e dos seres humanos. A narrativa
adaptada de vários mitos da criação do mundo da cultura Yorubá,
conhecidos como “Mito Olorum”, também conhecido “Olodumaré”, que foi
disseminado pela tradição oral africana, passando de pai para filhos da nação
nagô provenientes de grande área Yorubá (Ketu, Egba, Egbado, Sabé) que vieram a Bahia com a diáspora negra Africana. Habitantes
do Oeste africano da África Ocidental que corresponde ao Sul e Centro da atual República do Benin, ex Daomé; parte da República do Togo; e todo Sudoeste da Nigéria.
O espetáculo apresenta outras narrativas com a visão dos povos africanos do Oeste da África: A lenda Kwaku Ananse,
o homem Aranha, o primeiro
griô, astuto e trapaceiro, precisa enfrentar Osebo (o leopardo de dentes
terríveis), Mboro (os marimbondos que picam como fogo) e Moatia (a fada que
nenhum homem viu) para conquistar o baú de histórias de Nyami. Então usa
inteligência e conhecimentos para enganar suas vítimas e alcançar seu objetivo,
ou seja, o baú de histórias para difundi-las pela Humanidade. Do baú de Ananse brotam outras histórias, sendo ele o
griô intermediário entre os seres humanos e o deus Nyami. Oxum
na organização do mundo, o conto de Vanda Machado aborda a questão do gênero valorizando a participação conjunta de
homens e mulheres na organização do mundo. Oxum, força básica da natureza, a
água, que é símbolo de resistência e flexibilidade, de nutrição e determinação,
umidade e florescimento. É Oxum o feminino na natureza, a mulher negra líder,
unidade matricial da humanidade. O
Macaco e o Tambor, a lenda da
Guiné Bissau conta que macaquinhos de nariz branco tiveram a idéia de viajar
para Lua e trazê-la para Terra. Mas somente um, o menor de todos, conseguiu
chegar a Lua, esta deu-lhe um tamborzinho, que será levado para o recanto
da terra africana onde se fez o primeiro batuque ao som do
primeiro tambor.
A proposta do espetáculo é dialogar com as crianças sobre a sabedoria milenar do Caminho de
Vida Ubuntu, que tem como princípio Somos Um – Humanidade - Eu só existo
porque nós existimos.
19:30 –“GRIOTLAB (dança afro moderna), direção e coreografia
Paco Gomes. (grupo convidado)
GriotLab é
um laboratório técnico de Dança Moderna com arquétipos de Orixá, ao qual,
através da dança, conta-se histórias da cultura Afro, ministrado pelo renomado artista, professor e coreógrafo
Paco Gomes, com curso realizado em Salvador, na Escola de Dança da
Funceb; as segundas e Quartas, das 19h:30min. às 20h:30min.
20 h - "Performáticos
Quilombo- O Som da Palavra! " (grupo convidado)
Apresenta um show que contempla multi áreas
e embala o público com um espetáculo de ritmos, poesias,artes
cênicas, artes visuais, religiosidade epromove
através das artes integradas a cultura antirracista.Temos como concepção artística a integração das
artes, e é nessa atmosfera mágica e envolvente que o grupo traz consigo um
espetáculo multisenssorial. No seu repertorio o grupo traz canções autorais e
também a releitura de artistas da nossa baianidade como Dorival Caymmi, Mateus
Aleluia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Lazzo Matumbi, Gerônimo, traduzindo-se
em arranjos cuidadosamente elaborados do nosso conceito artístico, mas a também
espaço para poesia nas estrofes de Castro Alves, Fernando Pessoa entre outros. Direção: Antonio Soares.
Concepção e coordenação geral do Encontro Cênico Musical: Solange Simões
Concepção e coordenação geral do Encontro Cênico Musical: Solange Simões
